A paz do Senhor Jesus...Volte Sempre.

A VOZ DO SENHOR É O NOSSO MAIOR PRESENTE...

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¨ Marcelo Almeida...¨

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O Senhor é Quem te guarda,guardará até o final...

HISTÓRIA DA OBRA DA RESTAURAÇÃO DE TUDO...

EVENTOS HISTÓRICOS NA OBRA DA RESTAURAÇÃO

O Senhor Deus falou ao profeta Daniel, sobre as palavras que ficariam fechadas até o tempo do fim. (Daniel 12:9).
O Senhor falou pela boca do profeta Isaias, que toda visão seria como as palavras de um livro selado que ninguém conseguiria ler, mas Deus continuaria fazendo uma obra maravilhosa e um assombro, de maneira que o seu povo veria a sua obra e santificaria o seu nome, e, os murmuradores aprenderiam a doutrina. (Isaias 29:10-24). Aqui o profeta estava falando de continuar uma obra já começada: que é a intervenção divina no fim dos tempos.
Desta obra falou também o apóstolo Paulo, quando disse: "Porque o Senhor executará a sua palavra sobre a terra, completando-a e abreviando-a" (Romanos 9:28). Da mesma obra falou também o apóstolo Pedro no dia de Pentecostes, quando houve o derramamento do Espírito Santo, e todos começaram a falar em línguas estranhas. Todos que viram esse acontecimento ficaram pasmados. Foi quando cheio do Espírito Santo, começou a falar que estava se cumprindo a profecia do profeta Joel, que disse: "E há de ser que depois derramarei o meu Espírito sobre toda a carne, e os vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, os vossos mancebos terão visões". (Joel 2:28).
Pedro estava fazendo menção da palavras do profeta Joel que estava se cumprindo naquele dia; e ele pelo Espírito Santo, confirmou esta profecia para o tempo do fim.
Assim disse ele: "E nos últimos dias acontecerá... PROFETIZARÃO..., TERÃO SONHOS..., TERÃO VISÕES". (Atos 2:17). O Espírito Santo estava falando pela boca do apóstolo, que no tempo do fim (últimos dias), haveria o grande derramamento do Espírito Santo, sobre os crentes de todas as nações, e não somente sobre os israelitas, mas sobre toda a carne.
Pedro disse: Nos últimos dias acontecerá. Esses últimos dias (tempo do fim), foram anunciados pelo mesmo apóstolo, como sendo: TEMPOS DA RESTAURAÇÃO DE TUDO.
Pedro anunciou a restauração de tudo e a segunda vinda do Senhor Jesus Cristo, dizendo: "O qual convém que o céu contenha até aos tempos da restauração de tudo, dos quais Deus falou pela boca de todos os seus santos profetas, desde o princípio". (Atos 3:21).
A escritura predisse a restauração de todas as coisas, para este tempo do fim. O presente século marcou o início do tempo do fim, cumprindo assim as palavras do apóstolo Pedro que disse: NOS ÚLTIMOS DIAS... PROFETIZARÃO. O Espírito Santo falou em profecia na cidade de Chicago "Illinóis", no dia 22 de abril de 1908, usando uma pessoa consagrada na Congregação Cristã de Chicago. Citaremos aqui um parte da profecia do Espírito Santo, assim falou o Senhor: "Quando a minha Igreja se desviou, foi então que fechei a porta à minha glória. Não tomeis como leviandade porque o tempo é breve, não sejais indiferentes porque eis que eu logo venho; os reinos caem, as repúblicas oscilam, as monarquias vacilam, eis a mudança do tempo".
Logo a seguir a esta profecia do Espírito Santo, veio a primeira guerra mundial, a queda do Império russo com o advento do bolchevismo materialista, a multiplicação da ciência, a segunda guerra mundial e a apostasia geral da Igreja.
Deus marcou a história com os TEMPOS DA RESTAURAÇÃO, de acordo com a escritura, sinais notórios se manifestariam como evidência da restauração de todas as coisas na terra. O texto de Atos 3:21, estava esquecido neste século, Deus começou dando um sinal de repercussão universal; a restauração do Estado de Israel em 14 de maio de 1948, na terra prometida.
A profecia bíblica chama a si o conjunto de outras profecia no mesmo sentido, pois diz que Deus falou pela boca de todos os seus santos profetas desde o princípio.
Vemos que, tendo Deus começado a restauração de Israel neste século, começou também pouco tempo depois a restaurar a Igreja ao nível doutrinário primitivo. No princípio da década de 1960, houve no Brasil um grande avivamento espiritual. Esse acontecimento começou nas Igrejas Batistas, passando depois a outras denominações evangélicas; nessa época Deus usou como instrumento o Pastor José Rêgo do Nascimento, que através do seu livro CALVÁRIO E PENTECOSTES, e um programa na Rádio Inconfidência de Belo Horizonte (MG), conseguiu abrir os olhos de muitos crentes, sobre o batismo com o Espírito Santo, aquilo que era um escândalo para os Batistas, passou a ser o principal assunto em debate entre eles, porque muitos crentes recebiam o glorioso batismo com Espírito Santo e falavam em línguas estranhas. Nessa época, muitas Igrejas em vários Estados do Brasil, foram despertadas ara a realidade desta doutrina bíblica e, quanto mais alguns Pastores Batistas faziam pressão contra a doutrina, mais os crentes eram despertado pelo Espírito Santo. Muitas Igrejas começaram a buscar esta grande benção, entre elas estava também a Igreja Batista Monte Carmelo, em Bonsucesso, no Rio de Janeiro, juntamente com o seu Pastor Magno Guanais Simões. A dita Igreja e o seu Pastor, foram vítimas de muitas crítica, da parte dos irmãos da mesma denominação. O Pastor sendo criticado, revidou enviando uma circular à Ordem dos Ministros Batistas, denunciando a apostasia na denominação. A Igreja estava sendo criticada somente por causa do batismo com o Espírito Santo e a saudação com a Paz do Senhor, pois as demais doutrinas, assim com: LAVA PÉS, O ÓSCULO SANTO, O USO DO VÉU E O TRAJE DECENTE; estas doutrinas não haviam sido reveladas.
O que estava acontecendo nas Igrejas era uma coisa extraordinária, principalmente na Igreja Batista Monte Carmelo, em Bonsucesso, no Rio de Janeiro. A presença de Deus era sentida de maneira maravilhosa; havia em cada um o desejo ardente de orar; o temor de Deus estava ligado aos corações, de tal maneira que eram muitas vezes acusados de fanáticos, porque as conversações giravam sempre em torno de Obra de Deus. Muitos irmãos de várias denominações evangélicas, se uniram a esse grupo; outras Igrejas foram organizadas, e os crentes que estavam envolvidos nessa tão grande benção, não sabiam o que Deus queria revelar para o seu povo, nem de longe pensavam que o Senhor Jesus restauraria na sua Igreja, as doutrinas bíblicas que estavam esquecidas. É importante observar que nesse tempo, muitos ainda tinham em si o orgulho denominacional; mas no dia 06 de agosto de 1962, a boca do Senhor deu o primeiro toque sobre a denominações evangélicas, dizendo: "A minha Igreja é uma só, não olheis para as denominações".
No dia 14 de outubro de 1962, a boca do Senhor deu o segundo toque, dizendo: "NÃO É DENOMINAÇÃO QUE VALE; registra agora, É O SANGUE DO MEU FILHO QUE VALE; onde está outro fundamento?".
No dia 21 de outubro de 1962, o Senhor falou à Igreja sobre a Obra, e disse: ... "É RESTAURAÇÃO".
No dia 24 de novembro de 1962, a boca do Senhor deu o terceiro toque sobre as denominações, dizendo: "EIS QUE EU DERRUBAREI UMA POR UMA".
No dia 31 de março de 1963, o Senhor falou que acabava de rasgar o véu da separação que estava no meio do seu povo, que é o preconceito denominacional. Assim falou o Senhor: "Meus servos, meus servos, cuidado! Não entendeis a minha Obra? EIS QUE TENHO RASGADO O VÉU, é meu Espírito, eis que rasgo o véu diante do meu povo, por que não recebeis aqueles que tenho chamado? Não respeiteis os homens. Dá ouvido, meu servo, a quem darei a minha bandeira? Queres que eu tire da tua mão? EIS QUE LEVANTO AGORA! Aceitai todos aqueles que são chamados; eis que rasgo o véu, não terás, meu servo, mais aquilo que se chama de separação. EIS QUE UNO COM MEU SANGUE, É O SANGUE DO MEU FILHO, não terás denominação. Eis que rasgo agora com minha mão, eis que os anjos cantam! Eis que rasgo agora, não terás mais domínio dentro da minha casa, sou eu que falo contigo, agora tu entendes o que falo? Eis que vos amo, eis que agora faço conserto eterno, eis que tenho te levantado para a Obra, esta Obra é minha e não tua. O zelo da minha cada devorará, eis que estou convosco para sempre, eis que minha paz vos deixo".
Em abril de 1963, o Senhor ordenou que fosse comunicado a todas as Igrejas, que foi rasgado o véu da separação entre o povo de Deus.
No dia 15 de junho de 1963, Deus exigiu em profecia que suas servas se cobrissem com véu, como está na Bíblia.
No dia 11 de julho de 1963, a Igreja em Bonsucesso entregou à aliança Batista Mundial, na pessoa de seu então presidente, Pastor J.F. Sorem, o documento universal informando às denominações evangélicas que o Senhor havia rasgado o véu da separação, existente no meio do seu povo, isto é, as denominações.
A cópia do dito documento foi entregue à confederação Evangélica do Brasil, no dia 30 do mesmo mês.
No dia 21 de outubro de 1963, Deus falou ao Pastor da Igreja, dizendo: "Prepara a minha Igreja para que vos saudeis com a saudação santa da minha palavra: A SAUDAÇÃO É PROCESSADA NAS MÃOS".
No dia 31 de maio de 1964, estavam reunidas várias Igrejas à beira do rio em Guapimirim (RJ), para realizarem batismos, quando o Senhor decretou que os batismos seriam realizados somente em rio, e disse mais: "EIS QUE TOMO O JORDÃO COMO TESTEMUNHA". Naquela mesma hora um irmão viu em visão teofânica, um grande tanque e um anjo desceu do céu com uma marreta e o despedaçou.
No dia 06 de junho de 1964, o Senhor decretou a ordenança do LAVA PÉS, após a CEIA, como está na Bíblia.
No dia 27 de junho de 1964, em uma reunião de obreiros com a Igreja no Arpoador (RJ), Deus decretou através de profecia, a saudação com ósculo santo, como está escrito na Bíblia.
No dia 06 de setembro de 1964, Domingo, o Senhor disse: ESTE É O MEU DIA, para meu louvor, por que é o tempo da graça, não é Sábado, é a graça.
No dia 27 de dezembro de 1964, o Senhor tirou do ESTUDO BÍBLICO nas Igrejas, o termo: DOMINICAL, e mandou pôr: ESCOLA BÍBLICA.
Em abriu de 1966, Deus revelou por meio de visões e profecias, que o comprimento das vestes das suas servas, é no meio das canelas, assim sendo, mesmo que o mundo use mais curto ou mais longo, par a Igreja já está ordenado o comprimento do traje que a Bíblia chama de TRAJE HONESTO, COM PUDOR E MODÉSTIA, (I Timóteo 2:9), mas a obra de Deus não parou aqui, o Senhor continuou usando os seus vasos, os profetas, e logo começou a usar profeta DORMINDO, isto é, o Senhor Deus dá o sono ao profeta e o usa em profecia. Durante o tempo em que a pessoa está profetizando, ninguém consegue acordá-la, nem mesmo com açoites.
O primeiro vaso a ser usado neste ministério foi a irmã Helena Coelho de Souza. O senhor a usou neste ministério (profetizar dormindo), durante quatro anos, ela faleceu no dia 25 de agosto de 1969, mas o Senhor continua vivo, e levantara no mês de fevereiro do mesmo ano, o irmão Ananias Fontes Sindlas, no mesmo ministério de profetizar dormindo. foi aí que muitos Pastores, inclusive o Pastor Magno Guanais Simões, o então presidente da Ordem dos Pastores, fecharam os corações para esse tão grande ministério que Deus revelou na sua estranha Obra. Porque nesse tempo alguns estava dizendo que, dois Pastores, seriam as duas testemunhas do Apocalipse; mas Deus falou pela boca do profeta (dormindo), que isso era um arranjo de homens; Ele, o Senhor, nunca havia falado assim, começaram a perseguir, blasfemando, caluniando r zombando do profeta e daquele que criam nesta operação, o que mais foi perseguido foi o Pastor Jair Rosa da Conceição, porque o irmão Ananias (que profetizava dormindo), era membro da sua Igreja, a Igreja que está em Acari - RJ. Foram muitas as perseguições contra o profeta e contra o Pastor Jair. Os Pastores o insultaram, desligaram-no da Ordem dos Pastores e a sua Igreja também desligada da unidade das Igrejas, mas o Senhor continuou abençoando a Igreja em Acari e o Pastor Jair Rosa da conceição que em um gesto de coragem e fé defendia a voz de Deus.
O Pastor Magno Guanais Simões, que tanto havia sido usado por Deus com ciência celestial, agora se levantava contra a voz do Deus todo poderoso, por que? Porque o profeta profetizou (dormindo), que ele esta em pecado, e era verdade. Sem que ninguém soubesse, o Senhor havia colocado o Pastor Jair a frente de sua grande Obra na terra.
Enquanto os perseguidores caluniavam e mentiam, Deus fechou a boca de todos os seus profetas, e continuou usando o irmão Ananias; todos os perseguidores foram punidos pelas mãos de Deus; o que aconteceu é que alguns morreram, outros apostatando-se desviaram da fé, e muitos foram encostados em um montão.
Ficaram confusos, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios, pobres e infelizes! Foram enganados.
Não compensa dizer quais forma as heresias que chegaram a praticar, tais como, guardar o Sábado, ter barbas crescidas, etc...
O Senhor havia dito, em uma reunião de obreiros na Igreja em Bonsucesso, no dia 27 de Julho de 1968: "Quereis contender comigo? Levantai-vos e sereis dispersos, TODOS OS QUE QUISEREM PORFIAR COM O MEU ESPÍRITO FICARÃO ENCOSTADO AO MONTÃO". Ainda que em um vale árido eu recolherei o meu rebanho. Tudo começou a acontecer no ano de 1971, quando eles se levantaram contra a voz de Deus através deste mistério (o profeta profetizar dormindo), Deus deixou que eles caminhassem sem a sua orientação.
Depois da morte do Pastor Magno Guanais Simões, os outros Pastores que nos perseguiam, reuniram-se, combinaram que o pão para a Ceia do Senhor, teria que se sem sal e sem azeite, logo após os dias que fizeram isso, o Senhor usou o seu profeta (dormindo), e disse: "QUEBRARAM O MEU CONSERTO, FICARÃO SE A MINHA ORIENTAÇÃO", (por isso é que se usa dizer, que alguém pertence ao conserto quebrado. O Pastor que levantou a tese que o pão para ser asmo não poderia ter sal nem azeite, dentro de pouco tempo o Senhor ceifou-lhe a vida.
O grande mistério de profetizar dormindo, surgiu na Igreja que está em Acari, RJ. Depois como o Senhor havia prometido, começou a usar neste mesmo mistério a irmã Erzeni Duarte Vieira, na Igreja que está em Mantena, MG. Outros estão sob promessa de Deus para serem usados neste mistério. Depois de muitas lutas e provas, o irmão Ananias faleceu no dia 18 de julho de 1982,mas as palavras que Deus colocou na sua boca ainda estão se cumprindo entre nós.
Um fato importante na história da Obra de Deus neste tempo do fim, foi o arrebatamento do irmão Ananias fontes Sindlas, que foi arrebatado ao céu, corpo e espírito; como o Senhor há um ano havia revelado, aconteceu. No dia 20 de agosto de 1971, aproximadamente às 11 horas da manhã, enquanto a sua esposa preparava o almoço, ele que havia chegado do seu trabalho, se deitou para descansar um pouco, e quando a sua esposa o procurou, não o encontrou, sendo que a casa estava fechada, ele havia desaparecido; porém, todos já sabiam que isto aconteceria a qualquer momento, pois o Senhor avisara muitas vezes, mas ninguém sabia a que hora seria, o irmão Ananias havia sido arrebatado, e só no dia 22, domingo, por volta das 20 horas, ele apareceu novamente em sua cama, de onde havia desaparecido.
É importante lembrarmos que alguns dias antes do arrebatamento do irmão Ananias, o Senhor exigiu que ele jejuasse sete dias consecutivos; ele começou o jejum em um domingo, ficando sem alimentar-se até ao sábado seguinte às dezoito horas.
O irmão Ananias foi arrebatado em corpo e espírito, e o seu arrebamento foi assim: Ele estava deitado em sua cama e apareceu um varão celestial, que o colocou em um carro celestial todo de fogo, na cadeira que tinha o número 2.071, ele foi levado para um deserto onde a terra é muito branca, e há muitas árvores; e ali o seu corpo ficou em uma caverna guardado por alguns anjos , enquanto o seu espírito foi levado ao paraíso e lá esteve em três cidades: uma cidade muito linda que chovia fogo e brilhava muito, e havia um coral que louvava à Deus constantemente, e o varão celestial lhe disse, que vão para lá os crentes que morrem em comunhão com a Igreja, e os crentes que são salvos, mas morrem fora da comunhão da Igreja, não recebem galardão e vão para as outras cidades que tem menos brilho. Ele percorreu todas as cidades, cantou no coro celestial, em outra língua, e viu a Enoque e Elias, e o varão celestial lhe disse que eles são as duas testemunhas, e virão à terra e morrerão aqui.
Muitas outras coisas ele viu, mas quando regressou, não lhe foi permitido contar, pois ele quis explicar, mas não conseguia; ele viu também o livro selado com sete selo e lhe foi dito que o livro ainda não foi aberto, mas muito breve será aberto o livro, e os mistérios serão revelados para a Igreja.
Quando o seu espírito retornou ao corpo para voltar à terra ele sentiu tristeza, porque não queria voltar para este mundo cheio de pecado, mas lhe foi dito que ainda não era tempo de ele ir para lá, o anjo o colocou novamente no carro, na mesma cadeira de número 2.071, e em um instante ele foi deixado em sua cama, estando a casa fechada, a sua esposa havia do ao culto no santuário. Depois que ele chegou, continuou mudo por três dias, e muitas vezes queria falar alguma coisa mas não conseguia, até que passou-se os três dias, e estando o Pastor Jair em sua casa, mandou que ele orasse, e ele sentindo que sua fala havia voltado, dançou de alegria e glorificou o Senhor.
Passado alguns meses a Igreja estava reunida para subir ao monte, e convidaram o Irmão Ananias para subir também, mas ele disse: Eu estou muito cansado e vou dormir; de fato ele foi dormir e os irmãos partiram para o monte a orar, mas para surpresa de todos, quando lá chegaram, o irmão Ananias estava lá, louvando a Deus e falando em mistério; os irmãos acharam isso estranho, pois o haviam deixado em casa se preparando para dormir, mas antes de deitar-se ele foi ao banheiro que era do lado de fora da sua casa e quando ele saiu do banheiro, antes de entrar em sua casa, veio um relâmpago do céu e ele piscando os olhos já estava no monte, onde a Igreja já estava quase chegando para oração. Isto não é novo pois já aconteceu com Filipe. Atos 8:35,40.
O irmão Ananias foi muito perseguido e caluniado por ser um vaso de Deus e por ser um homem simples, humilde e analfabeto, mas muitas coisas a Igreja recebeu de Deus através dele. Deus tem falado, não só através do irmão Ananias, mas o Senhor tem muitos vasos sobre a terra para serem usados por ele, e entregarem o seu recado nesta Obra da Restauração de tudo, Deus fala minuciosamente tudo aquilo que precisamos saber. Há muito tempo o senhor dissera: "Acabou o engano na minha Obra". Agora o Senhor usa o profeta dormindo e fala para nós, sem que haja precipitação por parte do profeta.
O irmão Ananias faleceu no dia 18 de julho de 1982, mas Deus continua cumprindo a sua palavra que nos falou através da boca do irmão Ananias.
Muitas ordens o Senhor nos deu, usando o irmão Ananias em profecia (dormindo), uma delas foi: Não entregar os nosso pertences a assaltantes, mas clamarmos pelo sangue de Jesus. Assim disse o Senhor: "Clama pelo meu sangue que eu dou a vitória", e com estas palavras muitos irmãos têm sido abordados por assaltantes, mas tem sido guardados por Deus; ao ser abordado o crente diz: HÁ PODER NO SANGUE DE JESUS. Muitas vezes o assaltante ao ouvir estas palavras, tenta acionar a sua arma mas ela não funciona, enquanto outros saem correndo apavorados.
Estas coisas que estamos contando tem acontecido dezenas de vezes aqui no Rio de Janeiro, com irmãos que militam na Obra da Restauração de Tudo. Tudo isso é para cumprimento da palavra que está escrita no Livro de Apocalipse: "E eles o vencerão pelo sangue do cordeiro e pela palavra do seu testemunho; e não amaram as suas vidas até a morte" (Apocalipse 12:11). "Aqui está a paciência e a fé dos santos, aqui estão os que guardam os mandamentos de Deus e a fé de Jesus" (Apocalipse 14:12).
Sabemos que cada profeta tem o seu tempo e seu ministério. Já citamos o tempo e o ministério da irmã Elena Coelho de Souza; o tempo e o ministério do irmão Ananias Fontes Sindlas, os quais já dormem com o Senhor. Mas ainda estão em evidência a irmã Erzeni Duarte Vieira e a irmã Maria da Graça de Oliveira Farias. Embora o Senhor tem dado um tempo de descanso à irmã Erzeni, e está usando continuamente a irmã Maria da Graça, mas estas duas irmãs estão em plena vigência de seus ministérios proféticos. São vidas que estão à disposição de Deus, em todos os momentos. E outros vasos estão sendo preparados por Deus, para serem usados no desfecho de sua grande Obra na Terra, quando se cumprirá a palavra do Senhor, que disse: Chegará o tempo que usarei todos os meus vasos; darei mensagem tão dura que o vaso que não estiver preparado, cairá para nunca mais se levantar. Está chegando a hora séria para todos os vasos, porque o Senhor está tirando o atraso da sua Obra.
Trecho retirado do livro "A obra de Deus no tempo do fim" do Pastor Manoel Moreira da Silva

WIKIPÉDIA

Obra de Restauração

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O movimento da Obra de Restauração, conhecido também como Igreja Pentecostal da Obra de Restauração, Igreja da Obra de Restauração, Igreja Evangélica da Obra de Restauração, Igreja Militante da Obra de Restauração e outros nomes relacionados, é um movimento de igrejas cristãs pentecostais de ordem restauracionista.
Teve início no ano de 1962, em uma Igreja Batista tradicional localizada na favela da Nova Holanda, em Bonsucesso, Zona Norte da cidade do Rio, com um grupo de pessoas que aderiram ao Pentecostalismo montando assim a referida denominação.1
No ano de 1970 houve a primeira divisão, onde a Assembléia Geral da primeira geração de igrejas da Obra de Restauração deixa de ser um grupo único. Nos anos seguintes o grupo foi passando por diversas divisões ficando difícil de se saber, estatisticamente, quantos grupos são ao todo pertencentes ao movimento.
Não constituem uma denominação organizada como outras igrejas evangélicas sendo que algumas congregações do movimento não usam nomes denominacionais, preferindo assim não usarem o nome “Obra de Restauração” ou quaisquer termos e títulos desta ordem.
As igrejas da Obra de Restauração herdaram da Igreja Batista os princípios basilares da autonomia e independência da igreja local e o batismo de adultos por imersão, possuem uma teologia pentecostal bem rígida em relação aos usos e costumes como diversas igrejas do pentecostalismo clássico e deuteropentecostalismo, entretanto possuem práticas distintas e peculiares como o uso do véu por parte das mulheres, a prática do lava-pés e ósculo santo.2
Referências
Ligações
Site da Assembléia Geral das Igrejas na Obra de Restauração
Congregação em Obra de Restauração em Nova Campina

Restauracionismo

Origens
Segundo Grande Despertar Bible.malmesbury.arp.jpg

Figuras históricas

Ellen White · Charles Taze Russell · Joseph Smith Jr. · William Branham · Edward Irving · John Nelson Darby · César Castellanos

Conceitos Histórico-Teológicos
Cristianismo primitivo · Reviravolta de Constantino· Grande Apostasia · Restauração · Dispensacionalismo

Grupos
Restauracionistas Stone-Campbell
Igrejas de Cristo · Discípulos de Cristo · Cristadelfianos


Irvingnismo
Igreja Nova Apostólica · Igreja Evangélica Apostólica

Movimento dos Irmãos
Casa de Oração – Irmãos · Igreja Local chinesa

Adventismo
Igreja Adventista do Sétimo Dia · Igreja Adventista do Sétimo Dia Movimento de Reforma · Igreja Adventista da Promessa · Igreja Adventista Brasileira · Igreja Cristã Bíblica Adventista · Igreja de Deus do Sétimo Dia · Igreja Cristã do Advento · Igreja Remanescente Dualista dos Primogênitos


Estudantes da Bíblia
Testemunhas de Jeová

Movimento dos Santos dos Últimos Dias
A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias· Comunidade de Cristo · Igreja Strangita

Movimento Apostólico dos 12
Missão Carismática Internacional· Ministério Internacional da Restauração

Outros grupos
Mensagem de William Branham· Igreja Cristã Primitiva · Obra de Restauração

Denominações protestantes no Brasil

Llyfr Caniad Solomon - Caerwynt

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Pr Adelemir Esteves

O SÁBADO BÍBLICO A palavra sábado vem do hebraico, Shabbãth, ‘descanso’ da raiz; Shãbhath, ‘cessar’, ‘descansar’. Na Septuaginta, é traduzido pela palavra sábbaton, “sábado”. Aponta para o sétimo dia de cada semana, que os israelitas dedicavam ao descanso de todas as atividades físicas da semana, a começar ao por do sol da sexta feira e terminando no pôr-do-sol do sábado. No relato da criação não encontramos a palavra sábado, mas é encontrada a raiz de onde se deriva tal vocábulo (Shãbhath ): “E, havendo Deus acabado no dia sétimo a sua obra, que tinha feito, descansou no sétimo dia de toda a sua obra, que tinha feito. E abençoou Deus o dia sétimo e o santificou; porque neledescansou de toda a sua obra, que Deus criara e fizera” (Gn 2:2,3). Deus criou todo o universo em seis dias; no sétimo descansou de Sua obra. A linguagem apresentada em Gênesis é antropomórfica, pois Deus não é um trabalhador que necessita de descanso, porém foi deixado como padrão para o homem seguir, pois precisa de um dia para o descanso de todas as labutas diárias e tomar alento, conforme a forte linguagem usada por Deus em Êxodo 31:17, com o propósito de ensinar ao homem tal necessidade: “... em seis dias fez o SENHOR os céus e a terra, e, ao sétimo dia, descansou, e restaurou-se”. No tempo dos patriarcas não existe qualquer menção de tal observância, embora Deus tivesse abençoado o dia sétimo, por ocasião da criação. A primeira menção da palavra sábado foi no deserto por ocasião do recolhimento do maná, conforme o registro de Êxodo 16:23-30: “E ele disse-lhes: Isto é o que o SENHOR tem dito: Amanhã é repouso, o santo sábado do SENHOR; o que quiserdes cozer no forno, cozei-o; e o que quiserdes cozer em água, cozei-o em água; e tudo o que sobejar ponde em guarda para vós até amanhã. E guardaram-no até pela manhã, como Moisés tinha ordenado; e não cheirou mal, nem nele houve algum bicho. Então, disse Moisés: Comei-o hoje, porquanto hoje é o sábado doSENHOR; hoje não o achareis no campo. Seis dias o colhereis, mas o sétimo dia é o sábado; nele não haverá. E aconteceu, ao sétimo dia, quealguns do povo saíram para colher, mas não o acharam. Então, disse o SENHOR a Moisés: Até quando recusareis guardar os meus mandamentos e as minhas leis?”. Na Aliança da Lei, o sábado foi instituído como um dos mandamentos para a nação de Israel: “Lembra-te do dia do sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra, mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR, teu Deus; não farás nenhuma obra, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o teu estrangeiro que está dentro das tuas portas. Porque em seis dias fez o SENHOR os céus e a terra, o mar e tudo que neles há e ao sétimo dia descansou; portanto, abençoou o SENHOR o dia do sábado e o santificou” (Êxodo 20:8-11). Conforme o registro de Êxodo 31:13, o sábado era o mandamento que servia para distinguir a nação de Israel de todos os demais povos: “Tu, pois, fala aos filhos de Israel, dizendo: Certamente guardareis meus sábados, porquanto isso é um sinal entre mim e vós nas vossas gerações; para que saibais que eu sou o SENHOR, que vos santifica”. Para a nação de Israel, o sábado não era um dia de total inatividade, pois os sacerdotes continuavam nos seus serviços normais. Aos sábados havia a mudança dos pães da proposição (Lev. 24:8); um sacrifício especial (Núm. 28:9,10); o rito da circuncisão (Lev. 12:3; cf. João 7:22); a convocação sabática (Lev. 23:1-3). Era um dia reservado para o descanso e a adoração ao Senhor. Nos dias do profeta Isaias, o sábado era observado formalmente (Isa. 1:12,13). Outros profetas repreenderam a nação de Israel acerca da violação do sábado (Jer. 17:21,22; Eze. 22:8; Amós 8:4). Foi atribuída a destruição de Jerusalém e o cativeiro dos judeus, em parte, pela violação da não observância da guarda do dia de sábado (Jer. 17:27; Eze. 20:23,24). Após as reformas de Neemias e Esdras, no período intertestamentário, os seus sucessores, os escribas, regularam e restringiram a observância do sábado. No tempo dos Macabeus, alguns deles preferiram morrer a profanar o sábado. Com o surgimento dassinagogas, a vida religiosa do judaísmo centralizou-se nelas, não somente em lugares distantes de Israel, mas até paralelamente ao templo de Jerusalém existiam sinagogas, aonde nos sábados, a comunidade judaica se reunia para o estudo do Tanach (Antigo Testamento) e a adoração a Deus. Quando Jesus foi introduzido no mundo dos homens, o verdadeiro sentido do sábado havia sido obscurecido pelos acréscimos e restriçõesdos escribas. A observância se tornara formal, sem considerar as necessidades humanas. Jesus chocou-se frontalmente com as autoridades religiosas de Israel por causa do sábado e a reivindicação de sua deidade: “E, por essa causa, os judeus perseguiram Jesus e procuravam matá-lo, porque fazia essas coisas no sábado. E Jesus lhes respondeu: Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também. Por isso, pois, os judeus ainda mais procuravam matá-lo, porque não só quebrantava o sábado, mas também dizia que Deus era seu próprio Pai, fazendo-se igual a Deus” (João 5:16,18). O apóstolo Paulo freqüentava os cultos nas sinagogas em dia de sábado, pois era o dia normal de reuniões dos judeus (Atos 2:46; 5:42; 9:20; 13:14; 14:1; 17:1,2; 18:4). Os gentios que se convertiam eram assediados pelos judaizantes com o intuito de circuncida-los e obriga-los a guardar as leis judaicas. Foi essa situação que provocou o grande Concílio de Jerusalém (Atos 15:1-32). O consenso final foi: “Na verdade, pareceu bem ao Espírito Santo e a nós não vos impor mais encargo algum, senão estas coisas necessárias Que vos abstenhais das coisas sacrificadas aos ídolos, e do sangue, e da carne sufocada, e da fornicação; destas coisas fareis bem se vos guardardes. Bem vos vá” (Atos 15:29,30). Os gentios que se convertiam não estavam obrigados a observar as leis judaicas e a adotar o cerimonial judaico, a fim de viverem uma vida de justiça cristã. A Igreja dos gálatas que estava enveredando pelo caminho da observância da lei mosaica foi severamente repreendida pelo apóstolo Paulo: “Só quisera saber isto de vós: recebestes o Espírito pelas obras da lei ou pela pregação da fé? Sois vós tão insensatos que, tendo começado pelo Espírito, acabeis agora pela carne? Será em vão que tenhais padecido tanto? Se é que isso também foi em vão. Aquele, pois, que vos dá o Espírito e que opera maravilhas entre vós o faz pelas obras da lei ou pela pregação da fé?” (Gál. 3:2,3). Paulo considerava a lei como um jugo de servidão, da qual os crentes são libertos por Cristo: “Estai, pois, firmes na liberdade com que Cristo nos libertou e não torneis a meter-vos debaixo do jugo da servidão” (Gal 5:1). Algo abolido por Cristo na Nova Aliança: “Havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz” (Col. 2:14). O sábado é mencionado por Paulo juntamente com as festividades e luas novas, como “sombras das coisas futuras”: “Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos sábados, que são sombras das coisas futuras, mas o corpo é de Cristo” (Col. 2:16,17). Para o apóstolo Paulo o crente que estava querendo guardar dias, meses, anos e tudo que fazia parte da legislação mosaica, estava querendo se escravizar a “... rudimentos fracos e pobres”. Confira: “Mas agora, conhecendo a Deus ou, antes, sendo conhecidos de Deus, como tornais outra vez a esses rudimentos fracos e pobres, aos quais de novo quereis servir? Guardais dias, e meses, e tempos, e anos. Receio de vós que haja eu trabalhado em vão para convosco” (Gal. 4:9,10). “Se, pois, estais mortos com Cristo quanto aos rudimentos do mundo, por que vos carregam ainda de ordenanças, como se vivêsseis no mundo” (Col. 2:20). A observância de dias e a abstinência de certos alimentos são características de quem é fraco na fé: “Ora, quanto ao que está enfermo na fé, recebei-o, não em contendas sobre dúvidas. Porque um crê que de tudo se pode comer, e outro, que é fraco, come legumes. O que come não despreze o que não come; e o que não come não julgue o que come; porque Deus o recebeu por seu. Quem és tu que julgas o servo alheio? Para seu próprio senhor ele está em pé ou cai; mas estará firme, porque poderoso é Deus para o firmar. Um faz diferença entre dia e dia, mas outro julga iguais todos os dias. Cada um esteja inteiramente seguro em seu próprio ânimo” (Rom. 14:1-5). O Espírito Santo através de Paulo, relativizou, igualou o sábado com os demais dias da semana. A desvalorização deste dia no coração do judeu convertido a Cristo seria um processo lento devido a formação religiosa proveniente da Lei mosaica, pois é bom lembrar de que a Igreja primitiva era formada de judeus e gentios convertidos a Cristo Jesus.Os primitivos cristãos passaram a reunir-se no primeiro dia da semana, devido a ressurreição de Jesus (Mar. 16:2 ss). Tinha no primeiro dia da semana o seu dia normal de reuniões: “No primeiro dia da semana, ajuntando-se os discípulos para partir o pão, Paulo, que havia de partir no dia seguinte, falava com eles; e alargou a prática até à meia-noite” (Atos 20:7). “No primeiro dia da semana, cada um de vós ponha de parte o que puder ajuntar, conforme a sua prosperidade, para que se não façam as coletas quando eu chegar” (I Cor. 16:2). A observância do sábado no Novo Testamento jamais é ordenada, porém os demais nove mandamentos da lei mosaica são constantemente reiterados, tendo o cumprimento de toda a lei através da observância do amor: “A ninguém devais coisa alguma, a não ser o amor com que vos ameis uns aos outros; porque quem ama aos outros cumpriu a lei. Com efeito: Não adulterarás, não matarás, não furtarás, não darás falso testemunho, não cobiçarás, e, se há algum outro mandamento, tudo nesta palavra se resume: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. O amor não faz mal ao próximo; de sorte que o cumprimento da lei é o amor. A ninguém devais coisa alguma, a não ser o amor com que vos ameis uns aos outros; porque quem ama aos outros cumpriu a lei. Com efeito: Não adulterarás, não matarás, não furtarás, não darás falso testemunho, não cobiçarás, e, se há algum outro mandamento, tudo nesta palavra se resume: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. O amor não faz mal ao próximo; de sorte que o cumprimento da lei é o amor” (Rom. 13:8-10). Um conhecido grupo defende a guarda do sábado pelos cristãos asseverando que o domingo é o sinal da besta. As Escrituras não dizem como será tal sinal; e, em segundo lugar, o anticristo ainda não surgiu no cenário mundial para adquirir autoridade mundial, isso acontecerá antes da segunda vinda de Cristo. As Escrituras não ensinam que o anticristo fará a mudança do dia de descanso do sábado para o domingo. Dizem que o dia de domingo foi introduzido pelo catolicismo romano, porém tal afirmativa não tem fundamento, pois não existe nenhuma prova histórica a esse respeito. Se porventura houvesse alguma mudança comprovada a esse respeito, isso nada provaria no sentido de que devemos retornar à observância do sábado judaico, pois as Escrituras ensinam claramente que o sábado é sinal do pacto entre Deus e Israel, jamais sinal entre Deus e a Igreja. Israel estava sob a lei recebida no Sinai, porém a Igreja está sob a Graça de Jesus adquirida na cruz do Calvário. O Novo Testamento também não ensina que devamos guardar o domingo, como se este houvesse substituído o sábado judaico, pois para Deus todos os dias são abençoados por ele. Todos os países têm adotado o calendário gregoriano para uso civil. Neste calendário os dias da semana são dispostos na seguinte forma: segunda-feira, terça-feira, quarta-feira, quinta-feira, sexta feira, sábado e domingo. No calendário judaico, os judeus não davam nomes aos dias da semana, mas eram designados como primeiro, segundo, terceiro, quarto, quinto, sexto e sétimo dia o dia de descanso (sábado). Conforme o exposto, o calendário gregoriano nomeia os dias da semana e o judaico não. O dia em que alguns grupos insistem na guarda obrigatória não é o sábado bíblico, porém um dia nomeado de sábado. Devido a tradição dos cristãos de se reunirem no primeiro dia da semana; este primeiro dia foi nomeado no calendário gregoriano de domingo (latim Dies dominica; dia do Senhor). Teológica e morfologicamente, o sábado ordenado por Deus a Israel não tem nenhum vinculo com o dia nomeado de sábado da nossa folhinha gregoriana. Estamos debaixo da graça, sob o sangue de Jesus Cristo, por isso não nos colocaremos sob outro fundamento. O domingo foi instituído pela lei do nosso país como o dia de descanso do trabalho secular (Rom. 13:1); contudo é para a Igreja um dia voltado inteiramente para o trabalho cristão e considerado pelo Senhor como o Seu dia. Se porventura um cristão que por força do seu trabalho secular tenha de trabalhar no dia de domingo, e a sua folga de trabalho cair em qualquer dia da semana – esse dia é o seu sábado (descanso). Seis dias trabalhou e o sétimo dia é o descanso do seu trabalho (Êxodo 20:8-11). Para nós os servos de Deus, sob a graça de Jesus, todos os dias são iguais. Não podemos fazer do beneficio de Deus para com o gênero humano um motivo de confusão, vejamos a resposta de Jesus aos fariseus: “E aconteceu que, passando ele num sábado pelas searas, os seus discípulos, caminhando, começaram a colher espigas. E os fariseus lhe disseram: Vês? Por que fazem no sábado o que não é lícito? Mas ele disse-lhes: Nunca lestes o que fez Davi, quando estava em necessidade e teve fome, ele e os que com ele estavam? Como entrou na Casa de Deus, no tempo de Abiatar, sumo sacerdote, e comeu os pães da proposição, dos quais não era lícito comer senão aos sacerdotes, dando também aos que com ele estavam? E disse-lhes: O sábado foi feito por causa do homem, e não o homem, por causa do sábado. Assim, o Filho do Homem até do sábado é senhor” (Marcos 2:23-28). Para finalizar, o Novo Testamento não proíbe ninguém se reunir em qualquer dia da semana ou observar a sua guarda (Rom. 14:5,6). Aquele que quiser guardar o sábado da folhinha gregoriana, como qualquer outro dia, que o faça para a glória de Deus; conquanto que se preserve a totalidade do mandamento, ou seja, que trabalhe não somente os cinco dias da semana, porém os seis dias. A guarda do sábado também não pode ser instituída como uma regra de salvação, pois anularia a eficácia do sacrifício de Jesus na cruz do Calvário: “Pela graça sois salvos, por meio da fé; isto não vem de vós; é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie” (Efés. 2:8,9). Com todas essas recomendações façamos a Obra de Deus de maneira que venhamos a agradar o coração de Deus sem criarmos nada além do que já está escrito. Amém!Pr. Adelemir Garcia Esteves

O batismo Biblico Mat,3:13-16...

O batismo Biblico Mat,3:13-16...

Batismo de 2008

Santa Ceia com Lava Pés Biblico João.13:1-17

Santa Ceia com Lava Pés Biblico João.13:1-17

Santa Ceia Com Lava-pes Biblico.

Santa Ceia com Pão Asmo mat.26;17e20

Santa Ceia com Pão Asmo mat.26;17e20

Uso do Vèu no Santuario e para Orar.I cor.11:1-16

Uso do Vèu no Santuario e para Orar.I cor.11:1-16

Casamento Orientado.

Casamento Orientado.

O Nosso Presente...

Quarteto

TRAVESSIA DO MAR VERMELHO(O DOCUMENTARIO).

SEGURANÇA, CERTEZA E GOZO DA SALVAÇÃO ETERNA...

SEGURANÇA, CERTEZA E GOZO
Da Salvação Eterna

Quando estamos numa estação ferroviária ouvimos, com certa frequência, a seguinte pergunta: "Em que classe você está viajando?" Você, leitor, com toda a certeza está de viagem - de viagem para a Eternidade - e pode ser que neste momento esteja muito próximo da estação final: a Morte. Permita-me, então, que lhe pergunte: "Nesta jornada pela vida, em que classe você está viajando?"

Neste caso podemos pensar em três diferentes classes, e vou explicar quais são a fim de que você possa responder à minha pergunta como que diante de Deus; sim, diante dAquele a Quem certamente todos nós temos que prestar contas.

Na PRIMEIRA CLASSE viajam, por assim dizer, os que estão salvos e sabem disso.

Na SEGUNDA CLASSE viajam aqueles que não têm certeza da sua salvação, mas que, no entanto, desejam tê-la.

Na TERCEIRA CLASSE viajam aqueles que não estão salvos e nem tampouco se interessam pelo assunto.

Volto a perguntar: "Em qual destas classes você está viajando?" Oh, como é importante que você possa responder claramente a esta pergunta!

Há pouco tempo atrás, numa viagem que fiz de trem, no momento em que o trem se preparava para partir da estação, vi chegar um homem que se precipitou ofegante para dentro do vagão onde eu me encontrava.
- Isto é que é correr! - exclamou um dos passageiros.
- É verdade - respondeu o homem respirando com dificuldade - mas ganhei quatro horas e por isso valeu a pena.

"Ganhei quatro horas"! Ao ouvir estas palavras não pude deixar de pensar comigo mesmo: "Se para ganhar quatro horas valeu a pena fazer um tão grande esforço, quanto mais para ganhar a Eternidade!" E, contudo, existem milhares de pessoas, que embora sejam bastante prudentes em tudo o que se refere aos seus interesses mundanos, parecem não ter um mínimo de bom senso quando alguém lhes fala de seus interesses eternos!

Apesar do infinito amor de Deus para com os pecadores, manifestado na morte de Jesus Cristo na cruz; apesar do Seu declarado ódio ao pecado; da evidente brevidade da vida humana; dos terrores do julgamento depois da morte; da terrível perspectiva de sofrer insuportáveis remorsos ao achar-se no inferno, separado para sempre de Deus; apesar de tudo isso, muitos correm para o seu triste fim tão descuidados como se não existisse nem Deus, nem morte, nem julgamento, nem céu, nem inferno! Que Deus tenha misericórdia de você, leitor, se você for uma dessas pessoas, e que neste momento Ele abra os seus olhos para que você reconheça o perigo que é continuar despreocupadamente no caminho que conduz à perdição eterna.

Caro leitor, quer você acredite ou não, a sua situação é bem crítica. Não deixe, portanto, de enfrentar o quanto antes a questão da Eternidade e do destino que você terá nela, pois qualquer demora poderá ser fatal. Lembre-se de que o costume de deixar para amanhã o que se pode fazer hoje é sempre prejudicial e neste caso poderá ter consequências desastrosas. Quão verdadeiro é o ditado: "A estrada do MAIS TARDE conduz à cidade do NUNCA"! Rogo, pois, encarecidamente, querido leitor, que não continue a viajar por um caminho tão enganoso e perigoso, pois está escrito na Bíblia Sagrada: "Eis aqui agora o dia da salvação" (2 Co 6.2).

Talvez você diga: - Não sou indiferente aos interesses da minha alma; longe de mim tal pensamento, mas a minha maior inquietação exprime-se por outra palavra: INCERTEZA. Por esta razão encontro-me entre os passageiros da segunda classe de que falou.

Pois bem, amigo leitor, tanto a indiferença como a incerteza são filhas da mesma mãe: a incredulidade. A indiferença provém da incredulidade no que diz respeito ao pecado e às suas consequências presentes e eternas. A incerteza, com sua consequente inquietação, provém da incredulidade acerca do infalível remédio que Deus oferece a você. Ora, estas páginas são dirigidas especialmente àqueles que, como você, desejam ter a completa e incontestável certeza da salvação.

Até certo ponto posso compreender bem a inquietação de sua alma e estou convencido de que quanto mais sinceramente interessado você estiver neste assunto, maior será a sua avidez para ter a certeza de que está real e verdadeiramente salvo da ira divina dirigida contra o pecado. "Pois que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua alma?" (Mt 16.26), disse o Senhor Jesus.

Suponhamos que o filho de um pai amoroso encontra-se viajando de navio. Chega, entretanto, a notícia de haver naufragado, numa costa estrangeira, o navio em que ele se encontrava. Quem poderá descrever a angústia que a incerteza produz no ânimo daquele pai enquanto não se certificar, por um testemunho fidedigno, de que o seu filho está salvo? Suponhamos ainda uma outra hipótese. Numa noite escura e tempestuosa você está seguindo por um caminho desconhecido. Ao chegar a uma encruzilhada você encontra alguém e lhe pergunta qual é o caminho que conduz ao povoado aonde deseja chegar, e ele, indicando um dos caminhos, responde: "Parece-me que é aquele, mas não tenho certeza; espero não estar enganado". Você ficaria satisfeito com uma resposta tão vaga e indecisa? Decerto que não. Você precisaria ter certeza, do contrário cada passo que desse naquela direção só aumentaria a sua inquietação. Por isso, não admira que tenha existido homens que, sentindo-se pecadores expostos à ira divina, não conseguiram mais dormir, e nem mesmo comer, enquanto a questão da salvação de suas almas não estivesse resolvida. Podemos sentir muito pela perda de nossos bens, ou talvez até mesmo pela perda de nossa saúde, mas o mais penoso de tudo seria a perda de nossa alma.

Pois bem, amigo leitor, há três coisas que, com o auxílio do Espírito Santo, desejo mostrar a você, as quais, na própria linguagem das Sagradas Escrituras são as seguintes:

1. O CAMINHO DA SALVAÇÃO (Atos 16.17).

2. O CONHECIMENTO DA SALVAÇÃO (Lucas 1.77)

3. A ALEGRIA DA SALVAÇÃO (Salmo 51.12).

Estas três coisas, embora intimamente ligadas, baseiam-se, todavia, cada uma delas, em verdades diferentes, de modo que é muito possível uma pessoa saber qual é o caminho da salvação, sem contudo ter o conhecimento de estar pessoalmente salva; ou mesmo conhecer que está salva, sem possuir contudo a alegria que deve acompanhar esse conhecimento. Falaremos, pois, em primeiro lugar do

CAMINHO DA SALVAÇÃO

A primeira parte da Bíblia Sagrada, o Antigo Testamento, está repleta de figuras ou símbolos de coisas espirituais, como diz o apóstolo Paulo: "Tudo o que dantes foi escrito para nosso ensino foi escrito" (Rm 15.4). Vejamos, pois, qual o sentido espiritual de uma dessas figuras contidas no Antigo Testamento, no livro de Êxodo, onde se lêem estas palavras em relação à lei dada por Deus, por intermédio de Moisés, ao seu povo na antiguidade: "Porém tudo o que abrir a madre da jumenta, resgatarás com cordeiro; e se o não resgatares, cortar-lhe-ás a cabeça: mas todo o primogênito do homem entre teus filhos resgatarás" (Êx 13.13). Com estas palavras na memória, voltemos, em pensamento, a uns três mil anos atrás e vamos supor que nos encontramos perto de dois homens que estão conversando seriamente, um deles sacerdote de Deus e o outro um simples e pobre camponês israelita. Nossa atenção é atraída pelos gestos e pela maneira de ambos, que demonstra estarem tratando de um assunto importante. Ao observá-los, descobrimos que o assunto diz respeito a um jumentinho que está ao lado deles.

- Vim perguntar - diz o pobre israelita - se não pode ser feita uma exceção a meu favor, só desta vez. Este animal é o primogênito de uma jumenta que tenho e, embora eu saiba o que diz a lei de Deus a seu respeito, espero que haja misericórdia e seja poupada a vida do jumentinho. Sou apenas um pobre em Israel e não posso pensar em perder este animal.

O sacerdote, porém, responde com firmeza:

- A lei de Deus é clara e não admite dúvidas: "TUDO o que abrir a madre da jumenta, resgatarás com cordeiro; e se o não resgatares, cortar-lhe-ás a cabeça". Por que, então, você não traz um cordeiro?

- Ah, senhor, não tenho nenhum cordeiro! - replica o homem.

- Então vá comprar um e traga-o aqui; caso contrário o jumento terá que ser morto.

- Ai de mim! - exclama o pobre homem - neste caso todas as minhas esperanças estão perdidas, pois sou muito pobre e não posso de maneira alguma comprar um cordeiro.

Mas, durante a conversa, aproxima-se uma terceira pessoa que, ouvindo a triste história do homem, volta-se para ele e lhe diz bondosamente:

- Não fique desanimado, pois posso resolver o seu problema. Temos em casa um cordeiro que é muito querido de todos os de minha família, pois não tem nem uma única mancha nem defeito algum, e nunca se extraviou; vou já buscá-lo.

Pouco depois o homem está de volta, trazendo o cordeiro que em seguida é morto e o seu sangue derramado. O sacerdote volta-se então para o pobre israelita e lhe diz:

- Agora você pode levar o seu jumentinho para casa e ficar certo de que não precisará matá-lo. Graças ao seu amigo, o cordeiro morreu no lugar dele e, portanto, o jumentinho fica, com toda a justiça, totalmente livre.

Ora, querido leitor, acaso você não vê nisto um quadro divino da salvação do pecador? Em consequência dos seus pecados a justiça de Deus exige a sua morte, isto é, o seu justo castigo. A única alternativa que resta a você é a morte de um substituto aprovado por Deus. Você jamais poderia, de si mesmo, providenciar o necessário para sair da desesperada situação em que se encontra. Deus, porém, na Pessoa de Seu amado Filho, supriu, Ele próprio, um Substituto: "Eis o Cordeiro de Deus", disse João aos seus discípulos ao contemplarem o bendito e imaculado Salvador. "Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo" (Jo 1.29).

E, com efeito, Jesus subiu ao Calvário, "levado como a ovelha para o matadouro" (At 8.32), e ali "padeceu uma vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus" (1 Pd 3.18). "O qual por nossos pecados foi entregue, e ressuscitou para nossa justificação" (Rm 4.25). De modo que Deus, ao justificar o ímpio que crê em Jesus; ao absolvê-lo de toda a culpa, em nada sacrifica as justas exigências do Seu trono dirigidas contra o pecado. Ele é absolutamente justo em assim justificar aquele que tem fé em Jesus (Romanos 3.26). Bendito seja Deus, por nos dar um tal Salvador e uma tal Salvação!

Caro leitor, você crê no Filho de Deus? Se você responder "Sim! Como um pecador condenado tenho encontrado nEle Aquele em Quem posso confiar com toda a segurança. Creio verdadeiramente nEle!", neste caso posso lhe assegurar que, perante Deus, o grande valor do sacrifício e morte de Cristo, conforme Deus o aprecia, aproveita tanto à sua alma como se você mesmo tivesse sofrido, em si mesmo, a condenação merecida.

Oh, que admirável salvação é esta! É grande, é digna de Deus! Por ela Deus satisfaz os desejos do Seu bondoso coração, dá glória ao Seu amado Filho, e assegura a salvação do pobre pecador que nEle crê. Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que determinou que o Seu próprio Filho completasse essa grande obra e recebesse por ela todo o louvor; e que nós, pobres criaturas culpadas, não somente alcançássemos toda a bênção por meio da fé nEle, mas também gozássemos eternamente a bem-aventurada companhia dAquele que assim nos abençoou! "Engrandecei ao Senhor comigo, e juntos exaltemos o Seu nome" (Sl 34.3).

Mas, talvez você pergunte ansiosamente: "Como é que ainda não tenho completa certeza da minha salvação, embora já não confie mais em mim mesmo, nem nas minhas obras, mas só, única e inteiramente em Cristo e na Sua obra? Como é que, se um dia os sentimentos do meu coração me dizem que estou salvo, no dia seguinte me vejo assaltado de dúvidas? Sou como um navio surpreendido pela tempestade, sem poder achar ancoradouro seguro em nenhuma parte". Ah! eis aí o seu engano, e vou explicar o por quê. Porventura você já ouviu falar de algum capitão que procurasse ancorar seu navio lançando a âncora para dentro do próprio navio? Nunca! Ele sempre a lança para fora!

Vejamos, então, o seu caso. Pode ser que você já esteja completamente convencido de que a segurança de sua alma, quanto ao julgamento divino, depende somente da morte de Cristo; porém você imagina, ao mesmo tempo, que são os seus sentimentos que hão de lhe dar a CERTEZA da sua participação nos benefícios dessa morte. Vamos olhar novamente para a Bíblia, pois quero que você veja nela o modo como, pela Sua Palavra, Deus nos dá:

O CONHECIMENTO DA SALVAÇÃO

Antes, porém, de procurarmos o versículo que você deve ler cuidadosamente, o qual nos ensina COMO UM CRENTE PODE SABER QUE TEM A VIDA ETERNA, permita-me citá-lo de maneira errada, ou seja, da maneira como muitos parecem entendê-lo: "Estes alegres sentimentos vos dou a fim de saberdes que tendes a vida eterna, a vós outros que credes em o nome do Filho de Deus". Compare agora isto com a bendita e inalterável Palavra divina, e permita Deus que você possa se firmar nela, rejeitando todos os pensamentos vãos. Ora, o versículo de que falei é o versículo 13 do capítulo 5 da Primeira Epístola de João, que na Bíblia (Versão Almeida Atualizada) está escrito assim: "ESTAS COISAS VOS ESCREVI a fim de SABERDES que TENDES a vida eterna, a vós outros que credes em o nome do Filho de Deus".

A história sagrada do Antigo Testamento nos relata um acontecimento que explica exatamente o modo pelo qual nós podemos ter a inabalável certeza da salvação de que o versículo acima nos fala. Esse acontecimento é a saída do povo de Israel da terra do Egito, o que lemos no capítulo 12 do livro de Êxodo. Como podiam os primogênitos do povo de Israel saber, com toda a certeza, que estavam seguros durante aquela terrível noite da Páscoa, quando Deus derramava sobre o Egito o Seu tremendo castigo? Vamos supor que nos encontramos no Egito nessa solene ocasião, e que visitamos duas das casas dos israelitas. Na primeira casa encontramos toda a família aterrorizada e cheia de receios, dúvidas e incertezas:

- Qual é o motivo de tanta palidez e medo?- perguntamos.

- Ah! - responde o primogênito, - o anjo da morte vai atravessar a terra do Egito esta noite, e não sei o que será de mim quando chegar a meia-noite. Só depois que o anjo exterminador tiver passado por nossa casa, e a hora do juízo tiver terminado, é que saberei que estou salvo, mas antes disso não sei como posso ter a certeza de que nada me há de acontecer. Os nossos vizinhos do lado dizem que têm certeza da sua segurança, mas acho que isso é ter muita presunção. O melhor que eu posso fazer é passar esta longa e terrível noite esperando que tudo me saia bem.

- Porém - inquirimos - o Deus de Israel não providenciou um meio de segurança para o Seu povo?>

- Certamente que sim - responde ele - e nós já usamos esse meio. O sangue de um cordeiro de um ano, cordeiro sem defeito algum, já foi devidamente espargido com um molho de hissopo sobre a verga e ombreiras da porta; mas apesar disso, não temos ainda plena certeza de que eu esteja seguro.

Deixemos agora esta pobre gente, atribulada e cheia de dúvidas, e entremos na casa ao lado. Que notável contraste se apresenta logo à nossa vista! A paz e o sossego brilham em todos os rostos. Ali estão todos, de cajado na mão, a comer o cordeiro assado e já prontos para caminhar.

- Qual é o motivo de tão grande tranquilidade em noite tão solene? - perguntamos.

- Ah! - respondem todos - estamos aguardando as ordens de Jeová, nosso Deus, para sairmos de viagem, quando então daremos as últimas despedidas ao chicote do tirano e à cruel escravidão do Egito.

- Mas esperem! Vocês estão se esquecendo de que à meia-noite o anjo de Deus vai percorrer a terra do Egito, ferindo de morte os primogênitos...?

- Sabemos disso muito bem, mas o nosso filho já está perfeitamente seguro porque já espargimos o sangue na porta, segundo a vontade e ordem do nosso Deus.

Mas também os vizinhos fizeram o mesmo, - respondemos, - e contudo estão todos tristes, porque não têm nenhuma certeza de segurança.

- Ah - diz o primogênito com firmeza - mas nós não temos somente o sangue espargido: temos também uma confiança absoluta na Palavra inabalável do nosso Deus. Deus disse: "Quando Eu vir o sangue, passarei por vós". Portanto Deus fica satisfeito VENDO O SANGUE lá fora, e nós aqui dentro ficamos descansando na SUA PALAVRA. O sangue espargido é a base da nossa segurança. A palavra proferida por Deus é a base da nossa certeza de salvação. Porventura há alguma coisa que possa tornar-nos mais seguros do que o sangue espargido, ou que possa dar-nos mais certeza do que a Palavra proferida por Deus? Nada, absolutamente nada. Eis a razão da nossa paz!

Ora, leitor, qual dessas duas famílias você acha que estava mais ao abrigo da espada do anjo da morte? Talvez você diga que era a segunda, onde todos gozavam daquela tranquila confiança. Você está enganado: ambas estavam igualmente seguras, pois a segurança de ambas dependia, não dos sentimentos dos que estavam dentro da casa, mas sim da maneira como Deus apreciava o sangue espargido fora da casa, sobre a porta. Se você quiser ter a certeza da sua própria salvação, leitor, não dê atenção aos seus sentimentos, mas sim ao testemunho infalível da Palavra de Deus. "Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim TEM a vida eterna" (Jo 6.47).

A fim de esclarecer mais este ponto, vou me valer de um simples exemplo tirado da vida cotidiana. Certo lavrador, não tendo pastagens suficientes para o seu gado, e ouvindo dizer que uma bela pastagem próxima à sua casa está para alugar, comunica ao proprietário seu interesse em arrendá-la. Passa-se algum tempo sem que receba resposta do proprietário. Enquanto isso, um vizinho visita o lavrador e lhe diz:

- Estou certo de que ele alugará a pastagem a você. Você não se lembra de que no último ano o proprietário enviou-lhe um presente de caça, e não recorda também da maneira como o cumprimentou quando passou por sua casa há alguns dias?" Eis agora o lavrador todo cheio de esperanças!

No dia seguinte encontra-se com outro vizinho, que durante a conversa lhe diz:

- Receio que você não poderá usar aquela pastagem. Ouvi dizer que o sr. Fulano também a quer, e você sabe como ele é amigo do proprietário.

Esta notícia faz desvanecer as esperanças do pobre lavrador; e assim continua ele; um dia muito esperançoso, outro dia cheio de dúvidas. Por fim recebe uma carta pelo correio e, ao reconhecer a letra do proprietário da pastagem, abre-a com viva ansiedade; mas à medida que vai lendo, o sobressalto vai se transformando em satisfação que se lhe retrata no rosto.

- Está tudo resolvido,- exclama, dirigindo-se à sua esposa; - acabaram-se as dúvidas e os receios! O proprietário diz que me arrenda a pastagem por todo o tempo que eu quiser, e em condições muito favoráveis. Isto me basta; agora já não me importo mais com a opinião de ninguém, seja lá quem for; a palavra do proprietário assegura-me a posse.

Quantas pobres almas há por aí, às quais acontece o mesmo que aconteceu ao lavrador; andam agitadas e perturbadas porque escutam as opiniões dos homens, ou se ocupam com os pensamentos e sentimentos dos seus próprios corações, ao passo que, se com sinceridade recebessem a Palavra de Deus, como sendo a Palavra de Deus, as dúvidas que os atribulam cederiam imediatamente seu lugar à CERTEZA.

As Escrituras dizem que aquele que crê está salvo, e que aquele que não crê está condenado. Não pode haver dúvida, nem em um caso nem em outro, pois é Deus Quem o diz, e para o crente de coração sincero a Palavra de Deus resolve tudo. "Porventura diria Ele, e não o faria? ou falaria, e não o confirmaria?" (Nm 23.19). Deus tem falado, e o crente, satisfeito, pode dizer:

Mais provas não exijo eu
Nem mais demonstração;
Já sei que Cristo padeceu
Para minha salvação.

Mas, talvez haverá alguém que ainda pergunte: "Como hei de saber com certeza se tenho a verdadeira fé?" A esta pergunta temos que responder com outra pergunta: "Você tem fé no verdadeiro Salvador: isto é, no bendito Filho de Deus?" A questão não é saber se a sua fé é muita ou pouca, forte ou fraca, mas se a Pessoa em quem você colocou a sua confiança é digna dela. Há alguns que se agarram a Cristo com uma energia semelhante à do homem que se afoga. Há outros, porém, que apenas tocam, por assim dizer, na orla do Seu vestido; mas os primeiros não estão mais seguros do que os últimos. Todos fizeram a mesma descoberta, isto é, que em si mesmos não há nada em que possam confiar, mas que podem todavia fiar-se seguramente em Cristo, podem fiar-se tranquilamente na Sua Palavra, e podem, portanto, descansar com toda a confiança na eterna eficácia da Sua obra perfeita. É isto que se entende por crer nEle, e é Sua a promessa: "Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim, tem a vida eterna" (Jo 6.47).

Portanto, cuidado leitor; não ponha a sua confiança nas suas boas intenções ou no seu arrependimento e penitências, ou em quaisquer outros atos religiosos, nem mesmo nos seus piedosos sentimentos, nem na educação moral que possa ter recebido, nem em quaisquer outras coisas semelhantes. É até possível que você confie firmemente em algumas destas coisas, ou em todas elas juntas, e contudo venha a perder-se eternamente; porém a fé em nosso Senhor Jesus Cristo, por mais fraca que seja, salva eternamente, ao passo que a fé, mesmo que forte, em outra coisa ou pessoa qualquer é apenas o fruto de um coração enganado.

Deus, no Evangelho, apresenta a você o Senhor Jesus Cristo, e diz: "Este é o meu Filho amado, em Quem Me comprazo" (Mt 3.17). É como se Deus dissesse: "Ainda que você não possa confiar em si mesmo, pode contudo confiar sem receio em Jesus". Bendito, mil vezes bendito Senhor Jesus! Quem não há de confiar em Ti e exaltar o Teu nome?

- Creio deveras nEle, - disse-me um dia uma jovem, com certa tristeza, - todavia não me atrevo a dizer que estou salva, com receio de dizer talvez uma mentira.

Esta jovem era filha de um negociante de gado em uma pequena vila, e seu pai havia ido, naquele mesmo dia, à feira e ainda não tinha voltado.

- Suponhamos agora - disse-lhe eu - que quando seu pai voltar você lhe pergunte quantas ovelhas comprou hoje, e ele responda: "Dez". Suponhamos ainda que logo em seguida entre um freguês e lhe pergunte: "Quantas ovelhas seu pai comprou hoje?" Porventura você responderia: "Não me atrevo a dizer, com receio de mentir"?

Nisto, a mãe da menina, que escutava nossa conversa, disse com certa indignação: - Isso seria o mesmo que dizer que seu pai é mentiroso.

Ora, querido leitor, você não percebe que essa menina, embora bem intencionada, estava realmente a fazer do Senhor Jesus um mentiroso, quando dizia: "Eu creio no Filho de Deus, porém não me atrevo a dizer que tenho a vida eterna, porque receio dizer talvez uma mentira"? Que incredulidade!

- Mas, - alguém poderá dizer, - como posso ter a certeza de que realmente creio? Tenho me esforçado muitas vezes para crer, e procurado ler no meu íntimo se o tenho conseguido; mas quanto mais penso na minha fé, a mim menos parece que eu creia.

Meu amigo, a maneira como você olha para estas coisas não poderia ter outro resultado, e o fato de você dizer que se esforça para crer demonstra claramente que não compreende a questão. Deixe-me, portanto, apresentar-lhe outro exemplo para explicar melhor este ponto.

Suponhamos que você se encontre certa noite em sua casa e entre alguém dizendo que o chefe da estação da estrada de ferro acaba de morrer esmagado por um trem. Acontece, porém, que esse indivíduo que lhe traz a notícia há muito tempo é tido em toda a vizinhança como um grande mentiroso. Você acreditaria nele, ou se esforçaria para acreditar nele?

- Decerto que não! - você me responderá prontamente.

- E por que não?

- Porque eu o conheço bem demais para saber que é um mentiroso.

- Mas, - pergunto - como é que você sabe que não crê no que ele disse? Será que para isso você precisou examinar sua fé?

- Não; é porque sei que o homem que me dá a notícia não é digno de confiança.

Pouco depois entra um outro indivíduo e diz:

- O chefe da estação foi hoje atropelado por um trem e ficou esmagado.

Após ele sair, escuto você dizer prudentemente:

- Agora estou quase crendo que seja verdade, pois conheço este homem desde pequeno e pelo que me lembre, só me enganou uma vez.

- Ora, - pergunto eu de novo, - será que desta vez você sabe que quase crê por ter examinado sua própria fé?

- Não; é porque tenho em conta o caráter de quem me dá a notícia.

Este homem acaba de sair de sua casa e entra um terceiro. Este, que é um amigo que lhe inspira a mais absoluta confiança, não faz mais do que confirmar a notícia. Desta vez então você diz:

- Agora é que creio, João; por ser você quem está me afirmando isto, eu posso crer.

Insisto ainda na minha pergunta, que como você há de recordar, é apenas um eco da sua:

- Como é que você pode SABER agora que crê tão positivamente no que disse o seu amigo?

- É porque conheço bem a pessoa e o caráter dela - você me responde. - Nunca, em toda a sua vida, me enganou, e não a julgo capaz de fazê-lo.

Pois bem, é justamente por esta razão que eu também sei que creio no Evangelho: é por ele me ser mandado pelo próprio Deus. O apóstolo João diz: "Se recebemos o testemunho dos homens, o TESTEMUNHO DE DEUS é maior; porque o testemunho de Deus é este, que de Seu Filho testificou... quem a Deus não crê mentiroso O fez: PORQUANTO NÃO CREU NO TESTEMUNHO que Deus de Seu Filho deu" (1 Jo 5.9,10). E Paulo diz: "Creu Abraão a Deus, e isso lhe foi imputado como justiça" (Rm 4.3).

Em certa ocasião uma pessoa ansiosa pela salvação disse a um servo de Deus:

- Ah! senhor, eu não posso crer! -, ao que lhe respondeu o pregador com muito acerto:

- É verdade?... E em QUEM você não pode crer? - Esta simples pergunto foi suficiente para lhe abrir os olhos. Até ali tinha pensado que a fé era alguma coisa misteriosa que deveria sentir dentro de si, e que sem senti-la não poderia ter certeza da sua salvação. Mas afinal a fé do crente faz com que ele olhe, não para si mesmo, mas, ao contrário, para Cristo e para a Sua obra consumada no Calvário, e o leve a aceitar confiadamente o testemunho que um Deus fiel dá acerca de ambos e assim alcança a paz. Quando uma pessoa se volta para o sol, a sua sombra fica para trás; assim também quando nos voltamos para Cristo glorificado no céu, não mais nos preocupamos conosco.

Fica pois demonstrado que a bendita PESSOA do Filho de Deus ganha a nossa confiança; a Sua OBRA CONSUMADA nos dá segurança eterna; e a PALAVRA de Deus, acerca de todo o que nEle crê, nos dá a certeza inalterável de tal segurança. Encontramos em Cristo e na Sua obra o caminho da Salvação; e na Palavra de Deus o conhecimento da Salvação.

- Mas - dirá talvez o leitor, - se tenho a vida eterna, como é que tenho sentimentos tão inconstantes, perdendo com frequência toda a minha alegria e consolação, achando-me sem paz e quase tão triste como antes de ter sido convertido?

Esta pergunta nos leva a tratar de nosso terceiro ponto que é:

O GOZO DA SALVAÇÃO

A Palavra de Deus nos ensina que, enquanto o crente é salvo da ira futura pela obra de Cristo, e tem a certeza da salvação pela Palavra de Deus, ele conserva a consolação e alegria pelo poder do Espírito Santo que habita em si (1 Co 6.19).

Convém lembrar que toda pessoa salva ainda tem em si o que as Sagradas Escrituras chamam de "carne", isto é, a natureza pecaminosa com que nascemos, e que começa a se manifestar desde a nossa mais tenra infância. O Espírito Santo no crente resiste à "carne", e fica entristecido sempre que ela se manifesta por pensamentos, palavras ou obras. Quando o crente procede de um modo digno do Senhor, o Espírito Santo produz em sua alma o seu bendito fruto: amor, gozo, paz, etc. (veja Gálatas 5.22). Porém quando ele procede de um modo carnal e mundano, o Espírito Santo é entristecido e, como consequência, falta, na vida do crente, este fruto espiritual.

Permita-me, leitor, expor sua situação, como crente, da seguinte forma:

A obra de Cristo e a sua salvação: Ficam em pé ou caem juntamente;

O seu comportamento e o seu gozo: Ficam em pé ou caem juntamente.

Se fosse possível a obra de Cristo cair por terra, o que graças a Deus nunca poderá acontecer, a sua salvação cairia juntamente com ela. Porém, quando por qualquer descuido você não tiver um comportamento próprio de um cristão, (o que pode muito bem acontecer), você ficará também sem desfrutar o gozo.

Em Atos dos Apóstolos, está escrito a respeito dos primeiros cristãos que andavam "no TEMOR DO SENHOR e CONSOLAÇÃO DO ESPÍRITO SANTO" (At 9.31); e também "os discípulos estavam cheios de ALEGRIA e do ESPÍRITO SANTO" (At 13.52). Depois de sermos convertidos, o nosso gozo espiritual será sempre proporcional ao caráter espiritual do nosso comportamento.

Você percebe agora, leitor, em que consiste o seu engano? Você tem confundido duas coisas diversas, que são: a segurança da salvação, e o gozo que resulta dela. Se porventura você entregar-se à sua vontade-própria, ao seu mau gênio, ou aos prazeres mundanos, etc., o Espírito Santo Se entristecerá e logo você perderá sua alegria espiritual e talvez pense ter perdido também a sua segurança. Repito, porém, mais uma vez:

A sua SEGURANÇA depende da obra que Cristo fez por você.

A sua CERTEZA depende da Palavra que Deus dirige a você.

O seu GOZO depende de você não entristecer o Espírito Santo que habita em você.

Se você, sendo filho de Deus, entristecer o Espírito Santo, a sua comunhão com Deus Pai e com o Seu bendito Filho ficará, como consequência, logo interrompida; e enquanto você, arrependido, não reconhecer e confessar o seu pecado a Deus, aquela comunhão e aquele gozo não lhe serão restaurados.

Suponhamos que uma criança qualquer faça uma maldade. Sentindo que praticou o mal e desconfiando que seus pais já saibam do ocorrido, ela mostra logo em seu rosto os evidentes sinais de perturbação. Meia hora antes ela estava alegre a gozar juntamente com os pais de um passeio no jardim, agradando-se naquilo que agradava a eles também, e gozando aquilo que eles também desfrutavam. Em outras palavras, ela estava em comunhão com eles; tinham todos os mesmos sentimentos. Mas isso cessou num momento, e como criança travessa e desobediente, nós a encontramos agora em um canto, toda triste. Os pais, notando sua tristeza, perguntam-lhe pelo motivo, dizendo-lhe que, se tiver feito qualquer maldade, deve confessar tudo e eles a perdoarão; mas o orgulho e a teimosia a mantém ali calada.

Onde está agora a alegria que essa criança tinha há meia hora? Desapareceu completamente. Por que? Porque se interrompeu a comunhão entre ela e seus pais, devido à sua maldade. Mas o que é feito do parentesco que, há meia hora, existia entre ela e seus pais? Porventura desapareceu isto também? Acaso cessou ou se interrompeu? Certamente que não.

O seu PARENTESCO depende do seu nascimento.

A sua COMUNHÃO depende do seu comportamento.

Passado, porém, algum tempo, ela sai do canto, onde tinha permanecido, e já arrependida e com o coração quebrantado, humilha-se e confessa toda a sua falta, do princípio ao fim, de modo que os pais percebem que ela odeia agora, tanto quanto eles, a sua desobediência e travessura. Então, tomando-a nos braços, cobrem-na de beijos. A sua alegria restabelece-se, porque também a sua comunhão com os pais está agora restabelecida.

Lemos que o rei Davi, tendo em certa ocasião pecado gravemente, se arrependeu e voltou-se para Deus orando: "Torna a dar-me a alegria da tua salvação" (Sl 51.12). Notemos que não pediu que lhe fosse restituída a salvação, mas a alegria da salvação.

Imaginemos agora o caso de outra maneira. Suponhamos que enquanto a criança se encontrava no canto, soluçando e sem dar provas de querer reatar comunhão com seus pais, se ouvisse um grito de "Fogo!" O que iria ser da criança? Porventura seus pais a deixariam naquele canto para ser consumida pelo fogo que devora a casa? Impossível! Seria até mais provável que ela fosse a primeira pessoa que os pais tirariam para fora de casa e poriam a salvo. Todos devem saber perfeitamente que o amor de parentesco é uma coisa, e que o gozo da comunhão é outra inteiramente diferente.

Ora, quando um crente cai em pecado, a sua comunhão com Deus Pai fica por algum tempo interrompida, e falta-lhe o gozo até que, com o coração contrito, se volte para o Pai e Lhe confesse os seus pecados. Então, confiando na Palavra de Deus, sabe que está de novo perdoado; porque a Sua Palavra claramente diz que: "Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo, para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça" (1 Jo 1.9).

Assim, pois, ó filho querido de Deus, lembre-se sempre destas duas importantes verdades: que não há nada tão forte como o LAÇO DE PARENTESCO; e nada há tão frágil como o LAÇO DA COMUNHÃO. Todas as forças e todas as maquinações da terra e do inferno reunidas não podem quebrar o primeiro, ao passo que basta apenas um pensamento impuro, ou uma palavra leviana, para quebrar imediatamente o segundo.

Se porventura você tiver alguma vez a sua alma atribulada, humilhe-se perante Deus, e examine a sua consciência. E quando você tiver descoberto o ladrão, o pecado que lhe roubou a alegria, traga-o para a luz da presença de Deus; isto é, confesse o seu pecado a Deus, seu Pai, e julgue-se a si mesmo, pelo seu descuido e pela falta de vigilância da sua alma que, assim, deixou entrar às escondidas o inimigo. Mas não confunda nunca, NUNCA, a sua segurança com o seu gozo.

Não imagine, todavia, que o julgamento de Deus é menos severo contra o pecado do crente, do que contra o do incrédulo. Ele não tem dois modos diferentes de tratar com o pecado. Seria impossível a Deus passar por alto, sem julgar, tanto os pecados do crente como os do incrédulo que rejeita ao Seu precioso Filho. Há, porém, entre os dois casos a seguinte diferença:

O pecado do crente foi previsto por Deus, havendo-o lançado sobre Cristo, o Cordeiro divino, quando Este foi crucificado no Calvário. Ali, de uma vez para sempre, foi levantada a grande questão criminal da sua culpa, recaindo o castigo, que o crente merecia, sobre o seu bendito Substituto. "Levando Ele mesmo em Seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro" (1 Pd 2.24). O incrédulo, porém, que rejeita ao Senhor Jesus Cristo, há de sofrer, ele próprio, as consequências eternas dos seus pecados no lago de fogo.

Ora, quando um crente comete uma falta, a questão criminal do pecado não pode ser suscitada novamente contra ele, porque o próprio Jesus, constituído agora o Juiz de todos, é Quem a resolveu de uma vez para sempre sobre a cruz; porém a questão da comunhão é levantada dentro da sua alma pelo Espírito Santo, todas as vezes que o crente O entristece.

Permita-me que, em conclusão, me sirva de outro exemplo. Imaginemos uma noite serena e magnífica, com a lua brilhando com o seu maior esplendor. Um homem está olhando atentamente para um lago profundo, em cuja superfície a lua se reflete admiravelmente e, dirigindo-se a um amigo que está ao seu lado, lhe diz:

- Como a lua está linda esta noite, tão cheia e brilhante!

Porém, apenas acaba de falar, seu companheiro deixa cair uma pedra dentro do lago e logo o primeiro exclama:

- Que é isto? a lua fez-se em pedaços, e os seus fragmentos estão batendo uns contra os outros na maior confusão!

- Que absurdo! - responde seu companheiro. - Olhe para cima e você verá que a lua não mudou em coisa alguma. A superfície da água do lago, que a reflete, é que sofreu mudança, ficando agitada.

Amigo crente, aplique a você mesmo este simples exemplo. O seu coração é como o lago. Quando você não concede nele lugar para o mal, o bendito Espírito de Deus revela a você as perfeições e glórias de Cristo, para sua consolação e gozo. Mas no exato momento em que você acolhe em seu coração um mau pensamento, ou que de seus lábios escapa uma palavra ociosa, sem ser logo julgada, o Espírito Santo começa, por assim dizer, a alterar a superfície do lago, e a sua felicidade e gozo se desvanecem fazendo com que você fique inquieto e perturbado até que, com espírito quebrantado diante de Deus, Lhe confesse o pecado que tem sido a causa da sua perturbação. Aí então ficará restaurado o sossego de seu espírito, e você desfrutará de novo o gozo da comunhão com Deus.

Enquanto o seu coração se sente assim intranquilo, porventura você acha que a OBRA DE CRISTO SOFREU ALGUMA MUDANÇA? Isto jamais poderá acontecer; e por conseqüência também a realidade da sua salvação não sofreu mudança. Mudou a PALAVRA DE DEUS? É claro que não. Então permanece inabalável a certeza da sua salvação. O que foi que mudou então? A AÇÃO DO ESPõRITO SANTO em você. Ele, ao invés de lhe mostrar as glórias do Senhor Jesus, e de assim encher o seu coração com o sentimento do valor da Pessoa e da obra de Cristo, Se vê na necessidade de deixar essa preciosa ocupação para encher a sua consciência com o sentimento do seu próprio pecado, sua fraqueza e sua falha. Ele o privará de sua consolação e de seu gozo enquanto você mesmo não se julgar, reprovando o mal que Ele julga e reprova. Porém, quando isto acontece, restabelece-se novamente a sua comunhão com Deus. Que, pela graça do Senhor, tenhamos sempre uma santa vigilância sobre nós mesmos, a fim de não entristecermos "o Espírito Santo de Deus, no qual estais selados para o dia da redenção" (Ef 4.30).

Querido leitor, por mais fraca que seja a sua fé, fique certo de que o bendito Senhor em Quem você tem depositado sua confiança jamais mudará. "Jesus Cristo é o mesmo ontem, e hoje, e ETERNAMENTE" (Hb 13.8). A OBRA de Cristo consumada jamais mudará: "tudo quanto Deus faz durará ETERNAMENTE: nada se lhe deve acrescentar, e nada se lhe deve tirar" (Ec 3.14). A PALAVRA por Deus pronunciada jamais mudará. "Secou-se a erva, e caiu a sua flor: mas a palavra do Senhor permanece PARA SEMPRE" (1 Pd 1.24,25).

Assim, pois, o alvo da nossa fé, o fundamento da nossa esperança, e a base da nossa certeza, são igualmente perduráveis. Com confiança então podemos já cantar:

Ó Deus e Pai, Te agradecemos
A paz, perdão e Teu amor;
Com gratidão reconhecemos
Que temos parte em Teu favor.

Permita-me, pois, leitor, que pergunte a você uma vez mais: "Em que classe você está viajando?" Eleve a Deus o seu coração e dê-Lhe já, sem demora, a sua resposta.

"Quem a Deus não crê mentiroso o fez: porquanto não creu no testemunho que Deus de Seu Filho deu" (1 Jo 5.10). "Aquele que aceitou o Seu testemunho, esse confirmou que DEUS É VERDADEIRO" (Jo 3.33).

Querido leitor, meu desejo é que a alegre certeza de possuir esta tão grande salvação encha o seu coração e domine toda a sua vida, agora e até que Jesus venha ****** Marcelo Almeida ******








Avivamentos famosos



Avivamento de Gales



Este homem foi usado poderosamente por Deus para um grande avivamento que varreu o país de Gales, um pequeno principado das ilhas britânicas em 1904.
Evan Roberts é um exemplo de um seguidor dinâmico do Senhor, encorajando a Igreja a ser uma hospedeira adequada do Espírito Santo.

Um mover verdadeiro de Deus não tem como combustível o dinheiro, a organização ou a propaganda. O avivamento autêntico só vem quando a coluna de fogo, que é a presença de Deus, levanta-se e se move. Tentar organizar, promover ou vender um mover de Deus é profanação na sua forma mais baixa.

Os historiadores relataram que a característica mais surpreendente do avivamento de Gales foi a falta de mercantilismo. Não havia hinários, líderes musicais, comitês, coros, grandes pregadores, ofertas e nem organizações. Contudo, almas foram redimidas, famílias foram curadas e cidades inteiras se converteram numa escala nunca vista antes.

Durante o avivamento de Gales as pessoas iam às reuniões por causa de Deus, não por causa de uma superestrela.
Evan Roberts não permitia que seu nome fosse anunciado com antecedência, para que não houvesse nenhuma expectativa na sua pessoa, mas em Jesus.

F.B.Meyer, um líder cristão maduro e renomado após observar Evan Roberts disse: “Ele não irá a frente do Espírito Santo, mas está desejoso de ficar do lado e permanecer atrás, a menos que esteja perfeitamente seguro de que o Espírito de Deus está se movendo”.

Aquele que sabe quando não falar, falará com mais autoridade quando falar.

Em meio ao avivamento, Evan Roberts, esteve em “silêncio” uma semana. Evan não revelou publicamente o que aconteceu nos seus encontros com o Senhor nessa semana, mas todos noticiaram que havia sobre ele uma unção ainda maior. No quinto dia desta semana, Evan anotou quatro princípios simples aos quais ele tinha que se devotar:

1. Preciso tomar muito cuidado, primeiramente, em fazer tudo aquilo que Deus diz - comanda - e somente aquilo. Moisés se perdeu aqui – ele bateu na rocha.

2. Segundo, levar todos os assuntos, mesmo os insignificantes a Deus na oração. Josué se perdeu aqui: ele fez uma aliança com os gibeonitas que fingiram que moravam numa terra distante, enquanto estavam morando bem perto.

3. Terceiro, obedecer ao Espírito Santo.

4. Quarto, dar toda glória a Ele.”

A seguinte oração de Evan que foi registrada, captura sucintamente a ênfase central e a devoção dos evangelistas do avivamento:

“Senhor Jesus, ajuda-nos agora através do Espírito Santo a estarmos face a face com a Cruz. Qualquer que seja o impedimento, nós nos comprometermos a Te servir. Coloca todos nós debaixo do Sangue. Ó, Senhor, coloca o Sangue sobre todo nosso passado até este momento. Nós Te damos graças pelo Sangue. No nome de Jesus Cristo, amarra o diabo neste momento. Apontamos para a Cruz de Cristo. É a nossa Cruz e tomamos posse na Sua conquista. Revela a Cruz através do nome de Jesus. Ó, abre os Céus! Desce sobre nós agora. Despedaça os nossos corações, dá-nos tal visão do Calvário que nossos corações sejam quebrantados. Ó, Senhor, desce agora, abre os nossos corações para recebermos o coração que sangrou por nós. Se tivermos que ser feitos de bobos – torna-nos bobos por Ti. Toma-nos, espírito, alma e corpo. Somos Teus. Tu nos comprastes.

Revela a Cruz por Jesus – a Cruz que vence o mundo. Coloca-nos sob o Sangue. Livra-nos de pensarmos no que os outros falam de nós. Ó, fala – fala – fala, Senhor Jesus. Tuas palavras são verdadeiramente vinho. Ó, revela a Cruz , amado Jesus – a Cruz na sua glória.

Reina em todos os corações por Jesus, ajuda-nos a ver o Salvador agonizante. Capacita-nos a vê-Lo conquistando os exércitos das trevas. Declara a vitória pelo Teu filho, Senhor, agora. Ele é digno de ter a vitória. Tu és o Deus todo-poderoso. Ó, declara a vitória! Daremos toda glória ao Teu nome. Ninguém tem mais direito a glória do que Tu. Toma-a, Senhor. Glorifica o teu Filho nesta reunião. Ó, Espírito Santo – faze a Tua obra através de nós e em nós agora. Fala a Tua palavra com poder, por causa do Teu nome. Amém – e amém!” .

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